
Uma Masterclass da Carta da Terra Internacional é uma aula de duas horas ministrada por uma pessoa (juntamente com um(a) moderador/a) sobre um tema de sua experiência e interesse. Oferece uma oportunidade de obter alguns exemplos práticos e novos insights.
Você encontrará aqui as gravações das Masterclasses oferecidas em português durante o ano de 2022 (com exceção do diálogo e das interações que ocorreram entre os participantes).
Nosso Programa de Masterclass oferece um espaço para comprender e refletir sobre como abordar os desafios do nosso tempo e usar a Carta da Terra como referente ético.
A Declaração Universal do Direitos Humanos, a Carta da Terra e o desenvolvimento sustentável – com Ricardo Young
Esta Masterclass ofrece uma análise comparativa dos pressupostos éticos presentes na Declaração Universal do Direitos Humanos com àqueles presentes na Carta da Terra e suas decorrências para o desenvolvimento sustentável.
Embora a Declaração Universal dos Direitos Humanos tenha sido e ainda é um documento fundamental na concepção e disseminação dos valores democráticos e da inviolabilidade dos direitos essenciais conferidos a qualquer ser humano independentemente de raça, nacionalidade, gênero, credo ou orientação sexual, possui uma abordagem antropocêntrica. A Carta da Terra por sua vez, parte dos direitos à vida conferidos a todos os seres senciente e não à condição específica de uma espécie apenas. Assim ao abordar a comunidade da vida no planeta como um sistema em sua totalidade, cujos direitos inerentes são fundamentais para a sobrevivência de todas as espécies, a Carta da Terra propõe valores e princípios determinantes para uma ética da sustentabilidade.
O conceito de desenvolvimento sustentável pressupõe uma nova ética planetária e a Carta da Terra é o primeiro documento seminal nesta direção. Esta Masterclass aborda perguntas como:
- O que significa isto para o empreendedor ou para o líder do setor público ou privado que procura contribuir com a necessária transformação social dos nossos tempos?
- Como pode o líder incorporar isto (esta visão) como o proposito maior na sua área de ação?
Quando nada é o bastante – com Lia Diskin
Estamos presenciando o desgaste de um modelo de visão de mundo – simplesmente ele não consegue oferecer respostas promissoras para os problemas que esse mesmo modelo provocou. Individualismo, acumulação e competição – valores que adquiriram um grau exponencial nas últimas décadas – são disjuntivos, ou seja, não podem conceber nem operar um projeto comum que atenda necessidades e aspirações coletivas.
A partir de que lentes observamos o mundo? Quais os critérios para avaliar a saúde social? Quanto é o bastante?
Esta aula ofrece um espaço para aprender e dialogar sobre nossa visão de mundo, entender como são formadas, como e porque podemos questioná-las e reorientá-las. Também ofrece algumas dicas e exemplos que possam nos ajudar a abordar as perguntas: Quais os critérios para avaliar a saúde social? Quanto é o bastante?
A Amazônia está próxima de um ponto de não retorno. A necessidade de uma nova bioeconomia de floresta em pé – com Carlos Antônio Nobre
A Amazônia está muito próxima de um ponto de não retorno de “savannização” de mais de 50% da floresta causada pela interação sinérgica das mudanças climáticas devido ao aquecimento global com desmatamentos, degradação florestal e crescente vulnerabilidade da floresta tropical ao fogo. Reduzir o risco de perder grande parte da floresta tropical e de sua biodiversidade requer zerar imediatamente o desmatamento, a degradação e os incêndios no sul da Amazônia — as áreas mais próximas dos pontos de não retorno que já apresentam duração mais longa da estação seca, aumento das espécies de árvores do clima úmido e se tornaram fonte de carbono — e chegar a zero desmatamento e degradação florestal em toda a Amazônia antes de 2030. Além disso, para evitar o risco do ponto de não retorno, há que se restaurar a floresta em grandes extensões, principalmente no sul da região. É igualmente urgente criar e implementar uma nova bioeconomia da floresta em pé e rios fluindo, valorizando através da agregação de valor a riqueza potencial dos produtos florestais e da imensa biodiversidade Amazônica, combinando ciência baseada na natureza, inovações tecnológicas com conhecimento tradicional dos povos indígenas e comunidades locais. Essa é a ideia-chave do projeto Amazônia 4.0 que busca demonstrar a viabilidade dessa nova bioeconomia por meio da bioindustrialização de produtos da floresta em comunidades rurais e urbanas da Amazônia.
Civilização Planetária – com Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho
Neste século XXI, caminhamos no fio da navalha entre a barbárie da crueldade, dominação, subserviência, velhas conhecidas da humanidade, e a barbárie, que Edgar Morin identifica como “fria e gelada”, do cálculo econômico que só contempla contas e não os seres vivos. Apesar disso sonhamos e criamos embriões para outras alternativas de vida em comum, para um bem viver de todos. No século XX, sob o impacto da guerra mundial, criou-se uma instancia supranacional, a Organização das Nações Unidas, não apenas para buscar evitar ou pacificar conflitos armados, mas para dar conta das desigualdades que mantem populações famintas, submissas ou expulsas de seus territórios pela violência e, mais recentemente, da visível ameaça à vida no Planeta, que pode extinguir a própria espécie humana. Mas afinal o que entendemos por civilização? Há mesmo um caminho para uma civilização planetária capaz de nos aproximar de um convívio de respeito mútuo entre a família humana e entre os seres vivos de modo a que todos tenham oportunidade de realizar suas capacidades, de cooperar para superar problemas comuns, de ser co-criadores de uma nova era? Este Masterclass oferecerá uma oportunidade para expandir nossa compreensão sobre os desafios e oportunidades da nossa civilização atual e identificar os passos necessários para nos colocar no rumo de uma civilização planetária e ecológica.
Democracia Econômica – com Ladislau Dowbor
O mundo hoje produz o equivalente de $3800 dólares por mês por família de quatro pessoas, amplamente suficiente para uma vida digna e confortável para todos, bastando uma redução moderada da desigualdade. Nossos problemas não são econômicos, no sentido de falta de recursos, mas de organização política e social. As economias que funcionam, como os países nórdicos, a China, a Coreia do Sul, o Canadá e outros, têm como denominador comum o fato de organizarem a economia em função do bem-estar das populações.
A Década da Ação Climática Global: o papel das empresas no design do mundo em que iremos viver – com Denise Hills
Os desafios que emanam de mudança climática, aquecimento global, desmatamento zero e criação de sociedades justas, pacíficas e colaborativas demandam atuação coletiva para potencializar soluções. Empresas alinhadas com seu tempo reconhecem a importância de interdependência e da atuação em rede para acelerar a curva de implementação destas soluções. Será apresentado como o enfrentamento de mudanças climáticas e a proteção da Amazônia, a defesa dos direitos humanos e a adoção de uma economia de recirculação e regeneração no ciclo de vida dos seus produtos constituem os pilares da Visão de Sustentabilidade 2050 da Natura & Co e podem servir de inspiração para o design do mundo em que iremos viver.
Os Valores Femininos na Regeneração do Planeta – com Thais Corral
Este Masterclass ofrece uma oportunidade para conhecer alguns exemplos e experiencias de lideranças que procuram e contribuem com a Regeneração do Planeta; e assim expandir nossa visão sobre a liderança que precisamos para os tempos atuais e para a necessária transformação social.
