Balanço Ético Global da COP30 e a Carta da Terra

Este ano marca a 30ª Conferência das Partes (COP30) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), que foi lançada na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Cúpula da Terra) de 1992, no Rio de Janeiro. A COP30 será realizada em novembro de 2025, em Belém, Brasil, e será organizada pelo Governo do Brasil.

Uma característica distinta da COP30 é sua ênfase nas dimensões éticas do enfrentamento da crise climática global. Ela convida todas as partes interessadas a contribuir para um Balanço Ético Global (BEG) — um processo que convoca pessoas de todos os lugares a “refletirem sobre os valores, comportamentos e responsabilidades que devem ser transformados para que os compromissos assumidos nas Conferências do Clima da ONU se tornem realidade”.

Como parte desse esforço, a iniciativa COP30 BEG está organizando seis reuniões regionais e incentivando a organização de Diálogos Autogestionados sobre a crise climática. Esses diálogos têm como objetivo reunir líderes dos setores social, cultural, espiritual, empresarial, científico e político para discutir a necessidade ética de combater as mudanças climáticas. Os resultados contribuirão para um relatório da sociedade civil global a ser apresentado na COP30.

Uma questão central que impulsiona o BEG é:

“Se já sabemos o que precisa ser feito para enfrentar a crise climática, por que não estamos fazendo isso?”

A Carta da Terra Internacional (CTI) quer contribuir para esse processo e também explorar como a Carta da Terra pode ser usada como uma bússola ética e referência para enriquecer esses diálogos.

Nesse contexto, a CTI está convocando todas as organizações afiliadas e parceiras a se engajarem nessa iniciativa, promovendo Diálogos Autogestionados em seus territórios como parte do Balanço Ético Global, a fim de fomentar o diálogo e a compreensão sobre os desafios éticos e as dimensões das mudanças climáticas.